A discussão sobre a internet e os direitos reservados a ela estão cada vez mais em foco, principalmente depois da polemica condenação do Pirate Bay, que teve seus idealizadores condenados a um ano de prisão e deve pagar US$ 2,7 milhões em indenizações.Com esta mudança no cenário, a imprensa começou também a mostrar aqueles que são contra as condenações e que lutam pelos direitos na internet. Nessa corrente, o Partido Pirata se mostra como uma influência na discussão de crimes virtuais.
Surgimento e consolidação
O Partido Pirata surgiu pela primeira vez na Suécia em 1º de janeiro de 2006, espalhando-se por dezenas de países nos últimos anos. Hoje, aproximadamente 32 países fazem parte desta grande familia pirata, na forma já consolidada de partido ou através de grupos organizados que lutam por certos direitos na internet.
Entre eles estão nações como Estados Unidos, Alemanha, Argentina, França, Grécia, Irlanda, Inglaterra, Itália, Brasil e muitos outros. Na página internacional do Pirate Party encontra links para os sites de cada país participante do movimento.

Podemos ver como o partido cresce de acordo com as conquistas na área política. Por exemplo, a Inglaterra, Finlândia e França oficializaram seus partidos piratas nos últimos meses. A Suécia e a Alemanha já contam com representantes nos seus governos.Na Suécia há uma cadeira conquistada com 7,1% de votos, ou seja, 214.313 votos. Isso quer dizer que agora o partido conta com um eurodeputado, ou seja, um representante no parlamento europeu. No dia da vitória, o partido recebeu 1600 novas filiações. Hoje conta com mais de 43 mil novos militantes, especialmente na faixa abaixo dos 30 anos de idade.
Já na Alemanha, o PiratenPartei conquistou apenas 0,7% dos votos, porém conseguiram que um dos deputados do SPD (partido social-democrata) eleito desde 1994, entrasse no partido em favor dos ideais defendidos pelo Partido Pirata.
Na Inglaterra a vitória foi menor, porém não menos expressiva. Ao oficializar-se como partido, Pirate Party se habilita a receber subsídios do Estado destinado às forças políticas, fortalecendo a representação em mais um país da União Europeia.
No Brasil, o Partido Pirata foi fundado em 2007, porém ainda não é reconhecido de fato como um partido político, ou seja, não conta (ainda) com representação oficial em Brasília.
Com estes tipos de conquistas, o partido vai ficando cada vez mais forte e influente, fazendo com que outros países fiquem inclinados a montar suas próprias representações.
E o que defendem?
O Partido Pirata está organizado para defender o acesso à informação, o compartilhamento de conhecimento (sem objetivos comerciais), a plena transparência governamental e a privacidade. Com isso querem preservar as liberdades individuais dos cidadãos, respeitando os direitos civis de cada um na internet.
Já o Partido Pirata Brasileiro, também defende a inclusão digital, o uso de softwares livres não só para a população em geral, mas principalmente nas instituições governamentais. Com isso se barateiam as operações e não há benefício para nenhuma empresa privada.
Para o partido, isso quer dizer que o monopólio não deve ser aceito. Com este tipo de prática, a propriedade intelectual está sendo monopolizada por um sistema abusivo de Copyright, no qual prevalece apenas o ganho financeiro.
O Partido Pirata tem em seus participantes o público mais jovem. Isso quer dizer que muitos dos que seguem o partido estão abaixo da faixa dos 30 anos (como se pode ver no PiratenPartei sueco, já citado anteriormente).
Isso se deve ao facto de que muito do que é prioridade para o partido é de grande interesse do público mais jovem. As leis da internet, a possibilidade de compartilhamento de arquivos e o uso de softwares livres são temas que aparecem diariamente na vida daqueles que estão sempre ligados no mundo virtual, a maioria nesta faixa mais baixa de idade.
Com isso, os próximos eleitores serão aqueles que também se preocupam com estas questões. Isso faz com que, cada vez mais, outros partidos também comecem a lidar com certos valores e práticas, comuns na internet.
O crescimento dos movimentos piratas faz com que as preocupações que antes eram de poucos passem a abranger mais pessoas e facções políticas. Isso parece contribuir para que a discussão sobre o assunto se difunda, e cá entre nós, toda discussão construtiva é sempre bem-vinda, ou não?
Fonte/Consulta: www.baixaki.com.br









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